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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Corda Bamba

 

   Estamos quase sempre andando sobre cordas bambas com a incerteza de que chegaremos na outra ponta. Nos falta laterais pra nos apoiar, até mesmo nos falta o chão pra firmar nossos passos.
   Ainda no princípio sempre queremos viver a aventura de seguir em frente, seja pela perseverança ou apenas pela curiosidade do que pode acontecer. Alguns pulam ao meio da corda que segue, outros vão mais além, pois acreditam que podem caminhar um pouco mais.
   O que realmente nos bambeia é pensarmos em parar estando próximos ao fim e desmoronarmos juntamente com as pedras que nos lançam. Simplesmente por acharmos que a corda está prestes a se romper.

domingo, 7 de agosto de 2011

Talvez mude...


- Cansei de correr atrás de borboletas.
                         - Agora quero apenas preparar meu jardim...

domingo, 10 de julho de 2011

Fotografias de um Viver

   
   O nascer do sol em cada manhã é de que preciso para ter a certeza de que tenho a oportunidade de fazer um novo hoje melhor. À cada levantar, meus pensamentos "fotografam" o início de um novo começo. Tenho até o findar de minha capacidade diária para mudar a direção de um futuro.
   Cada fato que me vem arquivado à memória é como se estivesse "fotografando" momentos que nunca vão voltar, expontâneas ocasiões.
   O meu dia está no início e já pude "fotografar" sorrisos, momentos imperdíveis. Da mesma maneira que o Sol me sorri, o devolvo com tentativa de mesmo grau, com um brilho ao máximo. Já sorriu pro Sol hoje? Mesmo se não o ver, você sabe que ele está lá. Sorriria por alguém ou algo apenas na presença do mesmo? O Sol sorri pra você mesmo sem o ver.
   Pra findar toda escuridão noturna o Sol nos traz seu clarão. Nos livrando do medo do escuro, nos envolvendo em seu brilho, fazendo assim brotar uma pequena esperança de que o hoje nos é a melhor oportunidade de "fotografarmos" grandes e felizes momentos, em meio o clarão do Sol.
   Então, sorria, se liberte, apenas ame.

domingo, 26 de junho de 2011

O Florescer de um Inverno



   Palavras não ditas podem ser causadoras de primaveras não chegadas. Por isso pode-se passar incessantes momentos no inverno imaginando como seria o florescer das rosas.
   Céu nublado com pequeninas bolas de neve caindo é como está o dia de hoje. Apraziante, mas frio e escuro. Olho pra minha direita, avisto a solidão que me abraça, ao lado contrário vejo chegando a noite.
  Dia após dia, chão gelado do qual amedronto firmar meus passos, neve que cai me fazendo necessitar de calor, não sabendo se o fogo é o suficiente. Um dia poderei dizer onde estou, e o que pude viver neste paraíso de uma apenas vida.
  A cada manhã busco madeiras para acender a lareira que substitui o calor do qual necessito. Passo dias imaginando como seria te dizer onde estou, e se me pode levar para fora daqui, será que pode ouvir meus pensamentos?
  Acho que devo findar esse frio, ao menos o que existe em meu coração por motivo de nunca ter dito onde estou. Será que me procura?
  Em mais uma das tardes em que de costume avisto o pôr-do-sol recebo uma visita, você. Será que essa vai ser a única oportunidade de que tenho para dizer onde estou? Você está ao meu lado, acompanhada de uma florida primavera, e eu aqui, amedrontado por um gelado inverno. Tem lugar pra mim desse outro lado em seu coração? Posso ver que traz paz e alegria, é o que preciso, pois desse lado de cá não tenho motivos de sorrisos, pois não tenho você pra me fazer feliz.
  Isso, me tire desse frio inverno, e me leve para a doce primavera, onde a felicidade é o ar que respiramos, onde não há espaço para a tristeza, ela não pode sair do frio inverno, pois a solidão não a abandona.
  Eu estava onde ninguém estava, onde a felicidade não pairava. Afinal, ela nunca esteve lá. Estou livre, posso desfrutar da maravilhosa primavera, pois um dia disse onde estava.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Em Busca do Arco-Íris

 
   Tentativas fracassadas poderiam ser os motivos de uma desistência, descobertas ilusões poderiam pesar sobre ombros frágeis acrescentando nos motivos pro verdadeiro fracasso, que alguns preferem chamar de desistir. A perseverança é desconhecida para os que buscam o arco-íris atrás de uma apenas montanha, não sabem que podem precisar esperar ultrapassar a próxima.
   Quando prontifico pensamentos de que a esperança é minha condução para a felicidade posso ouvir a voz do vento, o respirar das flores, e a melodia das águas. Apenas quando acredito que problemas e desilusões são apenas empecilhos é que se forma em minha máquina de esperança os traços coloridos que tenho a buscar.
   Fragilidade corroendo pós-sofrimento, idealizações ofuscadas, embaraços de uma esperança é o que se restou quando alguém se limitou com o fim no momento em que não encontrou o que seu coração almejava. Longe está o baú que faz a criação do arco-íris, disposto a ir abrí-lo? Doloroso será caminhar ferido por flechas de desânimo, atingido por golpes de amargura, mas acredita que antes do fim ainda vale a pena lutar para extender sua felicidade assim como um feixe de luz sem fim?
   Céu nublado? Não é motivo para não sorrir por ausência do sol, pois ele ainda se encontra no céu. Dificuldade? Não é motivo para não sorrir por insuficiência, pois fortes são os que ultrapassam os obstáculos que lhes fora colocados a frente. Chuva? Não é motivo para não sorrir por desânimo, pois é dela que o sol precisa para formar o arco-íris, esperança para os que buscam a felicidade.

sábado, 30 de abril de 2011

Descobrindo do que sou Capaz



Hoje resolvi interagir comigo mesmo, pensei que assim pudesse me conhecer e me entender. Pude perceber que meu coração foi desfragmentado por minhas próprias desilusões, foram os passos errados de um caminho que já percorri no passado que me trouxeram a este exato momento, mas nem tudo é amargura ou desencantamento, em todo erro existe um bom lado, do qual devemos observar e aprender a superar todos nossos defeitos, foi no errado que aprendi o que é certo.

Afligir-me em meio a chuva foi meu maior erro, pois como poderia dizer que sou sábio não tendo a convicção de que após toda chuva vem-se o sol radiante? Não pude contemplar o arco-íris, pois estava cabisbaixo lamentando ter errado enquanto minhas falhas já estavam sendo esquecidas.

Mais frio que as noites geladas era meu coração, meio vazio, meio vivo, não se era completamente morto, pois ainda dentro dele a amargura batalhava com o desejo da felicidade. Pude aprender comigo que não são os desesperos e nem as lágrimas de tristeza que vão transbordar minha felicidade, mas sim a convicção de que sou capaz de realizar o que almejo.

Olhando no fundo dos meus olhos posso ver as chamas de uma esperança que outrora fora tentada ser congelada pela frieza de uma decepção ou aflição, hoje acredito mais em mim, hoje sei que meus sonhos são mais reais do que as forças que tentam me abalar.